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:: 30 de novembro, 2006 ::
Vistoria!

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Hoje as 11:15 tenho vistoria do carro, já havia marcado a um mes atrás e perdi o dia porque tinha esquecido, consegui marcar de novo pra hoje.

Ontem Bebê havia melhorado, restou um pouco de cólica, dei bobeira e enquanto eu tomava banho ele comeu um pedaço de empadão, já desarranjou de novo!

Amanhã ele tem prova de inglês e história, to sem saco pra fazer questionários.

Bebê resolveu futucar meu celular, ele não está despertando, ou melhor, desperta, mas não toca!

De tarde tenho um workshop, to sem saco nenhum. Desmotivadinha de tudo.

Tenho que pagar ET, hoje.

Tenho que pagar o plano de saúde dos meninos, hoje.

To dura.

Putz, que dia chato.



:: 29 de novembro, 2006 ::
Ninguém merece!

bebe.jpgNa segunda fui assistir ao futebol de Bebê depois que Rê foi pra casa. Cheguei lá e logo ele reclamou de dor de estômago. Comprou uma barra de cereais, uma batata chips e água, não quis almoçar quando passou emcasa, amigos aqu e todos histéricos por conta da final do campeonato de futebol do colégio. Saiu de lá chorando porque o time perdeu e de dor de estômago.

Chegamos em casa ele se deitou e acabou dormindo pelas 5 horas. Acordei ele hoje as 6:30 pra tomar um banho, não aguentou, deitou de novo e dormiu até as 11:30, dormiu 18 horas! Depois que acordou comeu um pouquinho e começou a dor de barriga, agora são duas horas da manhã e ele já foi ao banheiro 22 vezes, infecção intestinal das boas, e eu acho que macomunada com o tanto de sol que ele pegou na sexta. Já dei remédio pra cólica, floratil, soro, coca-cola, e agora to aqui enquanto ele não consegue dormir. Amanhã tenho dentista as 9 horas, claro que ele não tem condição de ir a aula, naõ sei como fazer pra deixar ele aqui sozinho e ir ao dentista, vizinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, socorroooooooo!

Alguém me leva nos capuchinhos, por favor?



:: 28 de novembro, 2006 ::
Pra descontrair, que tá dose!

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Duas amigas encontram-se depois de mortas e uma pergunta para a outra:

- Como você morreu? -

- Congelada.

- Ai que horror!!! Deve ter sido horrível! Como é morrer congelada?

- No começo é muito ruim: primeiro são os arrepios, depois as dores nos dedos das mãos e dos pés, tudo congelando... Mas, depois veio um sono muito forte e depois perdi a consciência.

- E você, como morreu ?

- Eu ? De ataque cardíaco. Eu estava desconfiada que meu marido me traía. Um dia cheguei em casa mais cedo.Corri até ao quarto e ele estava na cama, calmamente assistindo televisão. Desconfiada, corri até o porão, para ver se encontrava alguma mulher escondida, mas não encontrei ninguém. Corri até o segundo andar, mas também não vi ninguém. Subi até o sótão e, ao subir as escadas, esbaforida, tive um ataque cardíaco e caí morta.

- Poxa, que pena... Se você tivesse procurado no freezer, nós duas estaríamos vivas!



:: 27 de novembro, 2006 ::
Sabia...

depois daquele calorão maluco que deu de sexta-feira pra cá só podia despencar um baita chuvão ontem. Bebê chegou do passeio na sexta parecendo uma ameixa de roxo que estava. De manhã quando saiu fiquei falando da cama:

- Leva o filtro solar!

-Não tá sol mãe.

-Leva o filtro solar que esse tempo anda doido.

-Não precisa mãe, o tempo tá fechado.

Foi sem o filtro, passou o fim de semana amargando um ardor sem fim.

Ontem acabou o concurso lá na hípica e Amore chegou cedo, 10 da noite, morto de cansado, jantou e capotou, hoje tenho any tarefas pra ele terminar por aqui e ai dele que não termine!

A coxa hoje acordou bem melhor, estou mancando quase nada e ela só dói se faço algum movimento mais rápido, creio que até acabar o remédio estou 100%.

Semana que vem já começam as provas de Bebê, logo na primeira semana de dezembro e espero que os professores já dêem as matérias logo pra começar a maratona de questionários, não vejo a hora das aulas acabarem, ando com a cabeça bem cansada e com o corpo rateando de tanto pepino por aqui. Esse ano eu não fiz nada do que precisava fazer em minha vida.

Enquanto isso vou rezando e me preparando para a grande batalha final com ET, porque tenho certeza que ela pensa que vai sar daqui e ganhar os tubos pelo tempo que trabalhou, e não é assim, né?

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:: 26 de novembro, 2006 ::
Bom domingão por aí.

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Aqui tá nubladasso, mas nada que um bom jarro de flores não resolva.



:: 25 de novembro, 2006 ::
Tá um solllll!

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Eu bem queria estar assim hoje, relax total, aguinha fesca, cervejinha gelada, bom papo e lagartear sob o sol, como diz a Rê....rs

Ai ai, perninha melhorando, mas ainda não dá pra abusar.

Amore chegou quase 11 horas da noite...tadico.

Bom sábado por aí povo.



:: 24 de novembro, 2006 ::
Pois é...

aí, que a uns 15 dias atrás comecei a sentir um incômodo na perna direita na altura da junção do fêmur com o quadril, tenho mania de sentar no micro com as pernas trançadas e fazer isso sobre a perna direita estava me causando um certo incômodo, tipo uma pressão no osso, não chegava a ser dor, um desconforto dolorido, eu mudava de perna.

Depois que Rê chegou, durante uns dias começou a me dar umas fisgadas no alto da coxa, ela me deu um remédio e passou. Na quarta eu, Amore e Bebê fomos encontrar a Pintora e uns amigos qe aniversariavam aqui perto, voltamos cedo porque todo mundo tinha que levantar cedo no dia seguinte, fui bem, voltei bem e deitei pra dormir bem. Acordei com dor. Botei Bebê pra escola, fiz o que tinha que fazer, ET chegou, Bebê chegou do colégio, deixei tudo nos trinks e resolvi deitar para ver se a dor melhorava, piorou, e foi piorando até que qualquer posição da perna me dava câimbra no pé.

Liguei pra minha vizinha e pedi que fosse comigo ao Pronto-socorro. Pra entrar no táxi foi um troço, pra sair foi menos complicado, ao chegar lá, tive que andar um tanto e me arrumaram uma cadeira de rodas que minha vizinha se dispôs a empurrar, na primeira rampinha ela miou, pesa 40 quilos, não guentou não e apareceu um maqueiro que me empurrou pra dentro. Ela fez a minha ficha e ficamos aguardando. O médico me atendeu e pediu que eu tirasse um raio x, ele mesmo encaminhou o pedido e pediu a atendente que chamasse um maqueiro para me levar.

Demorou, demorou, demorou... Eu e a vizinha achávamos que era por causa da demora que estava havendo dos planos em liberarem os pedidos de exame. Passados 45 minutos o médico saiu do consultório e me viu ali, ainda, e foi perguntar a atendente o que estava acontecendo, no que ela respondeu que estava aguardando o maqueiro. Mais que depressa falei que iria devagarzinho porque tinha que ir embora pois minha empregada iria sair e meu fillho ficaria sozinho.

Eu e vizinha fomos devagarzinho até ao raio x. O cara de lá era muito simpático, me ajudou a subir no aparelho, me deu um avental, pediu que eu baixasse a calça por causa do botão e radiografou. Me ajudou a levantar a bendita calça e soltou a pérola:

-Te dei uma calça arriada, né?

Eu ri e respondi:

-Pois é, pra tudo na vida tem uma primeira vez! Ainda bem que foi assim!

E saí rindo e ele me ajudou a ir pra cadeira perto de onde estava a vizinha. Raio x pronto lá fomos nós de volta ao ER. Médico atendeu rapidinho, me mostrou na radiografia que eu estou com uma calcificação perto da cabeça do fêmur, por isso o incômodo, me passou um remédio, indicou uma clínica de fisio caso não melhore, aí eu perguntei:

-Não tem uma injeçãozinha não?

Ele riu e disse:

-Ah, é que a maioria das pessoas preferem tomar os comprimidos. Vou passar.

Fui tomar a injeção e enquanto isso ele explicou pra vizinha o que eu tinha e que já estava sendo medicada, que o remédio que ele havia passado era pra hoje. Lá pelas dez a injeção começou a fazer efeito, aproveitei pra dormir antes que a dor voltasse.

Amore chegou eram 22:00.

Vou pular a parte de que Bebê tinha um passeio hoje e que trouxe uma amiguinha pra dormir aqui.

Deu 4 horas da manhã a dor voltou forte, liguei pra farmácia e pedi o remédio e mais umas cartelas de Tylenol. Leo estava acordado, atendeu a farmácia e me levou o remédio. Tomei e junto dois comprimidos de Tylenol, fiquei madornando até 6:15, precisava acordar o povo pro passeio, tinham que estar na escola as 7:15. Comecei a chamar do quarto, estavam dormindo na sala, acordei Amore e pedi que os acordasse. Deitada ajudei Bebê a acabar de arrumar a mochila e eles foram. Amore fez café, enquanto ele banhava fui até a cozinha e peguei uma bengala de preto-velho que Leo deixa na porta de casa como proteção e cá estou eu embengalada, o médico pediu que eu evitasse colocar peso na perna, então tá.

Pior que a dor foi ver a cara de "to nem aí" de ET. Depois de me ver o dia todo mancando perguntou:

-Que que a senhora tá mancando aí?

-Acho que é bursite na coxa, sei lá!

E continuei na minha, acho que ela ficou meio pau da vida porque eu prefiria mancar do que ficar pedindo as coisas a ela.

Rê deve vir pra cá hoje, vai ser muito engraçado as duas estrupiadas.

Vida que segue.

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:: 23 de novembro, 2006 ::
Mãeeeeeeee, eu quero!

cofes.jpgEu e meu eterno sonho de que as coisas se façam por si só!

Já ando pensando em quando acabar de pagar a geladeira, que será pelos idos de julho de 2007, 12 vezes, ah meu pai, comprar uma secadora bacana, daquelas que secam a roupa e nem precisa passar depois.

Já andei vendo preço de alguns eletrodomésticos que preciso trocar porque foram detonados pela mão Eteniana, como meu liquidificador NOVO que ela queimou o motor, minha sanduicheira, que quebrou as laterais por forçarem um pão maior do que ela permite e ser fechada no grito, e meu fazedor de hamburgueres do George Foreman que por conta do seu bombrilzinho está sem teflon! Mas, isso é para quando der.

Enquanto fico na espera de dias melhores vou tentando acostumar a cabeça, os olhos e os ouvidos para as mudanças que estão por vir. Sei que o vazio será enorme, mas sei também que tenho um vespeiro por aqui que precisa virar colméia urgentemente.

Dias melhores virão!



:: 22 de novembro, 2006 ::
Não to afim de esquentar a cabeça não!

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:: 21 de novembro, 2006 ::
Rotina, lá vamos nós!

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Como a gente se acostuma rápido em estar em paz!




:: 20 de novembro, 2006 ::
Como diz a Sócia, lindimais!

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Uma formiga me levou a orar!

Outro dia, vi uma formiga que carregava uma enorme folha.
A formiga era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela.
A formiga a carregava com sacrifício.
Ora a arrastava, ora a tinha sobre a cabeça.
Quando o vento batia, a folha tombava,
fazendo cair também à formiga.
Foram muitos os tropeços,
mas nem por isso a formiga desanimou de sua tarefa.

Eu a observei e acompanhei,
até que chegou próximo de um buraco,
que devia ser a porta de sua casa.

Foi quando pensei:
- "Até que enfim ela terminou seu empreendimento".
- Ilusão minha.
Na verdade, havia apenas terminado uma etapa.
A folha era muito maior do que a boca do buraco,
o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora para,então, entrar sozinha.

Foi aí que disse a mim mesmo:

-"Coitada, tanto sacrifício para nada."

Lembrei-me ainda do ditado popular:

"Nadou, nadou e morreu na praia."

Mas a pequena formiga me surpreendeu.
Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços.
Elas pareciam alegres na tarefa.
Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido, dando lugar a pequenos pedaços e eles estavam todos dentro do buraco.
Imediatamente me peguei pensando em minhas experiências.
Quantas vezes desanimei diante do tamanho das tarefas ou dificuldades?
Talvez, se a formiga tivesse olhadopara o tamanho da folha,
nem mesmo teria começado a carregá-la.

Invejei a persistência, a força daquela formiguinha.
Naturalmente, transformei minha reflexão em oração e pedi ao Senhor:

-Que me desse à tenacidade daquela formiga, para "carregar" as dificuldades do dia-a-dia. Que me desse à perseverança da formiga, para não desanimar diante das quedas. Que eu pudesse ter a inteligência, a esperteza dela, para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais. Que eu tivesse a humildade para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário.

Pedi ao Senhor a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada,
mesmo quando os ventos contrários me fazem virar de cabeça para baixo
;
mesmo quando, pelo tamanho da carga, não consigo ver com nitidez oo caminho a percorrer.

A alegria dos filhotes que, provavelmente, esperavam lá dentro pelo alimento,
fez aquela formiga esquecer e superar todas as adversidades da estrada.

Após meu encontro com aquela formiga, saí mais fortalecido em minha caminhada.
Agradeci ao Senhor por ter colocado aquela formiga em meu caminho
ou por me ter feito passar pelo caminho dela!

"Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente."

TEXTO: Ninon Rose Hawryliszyn e Silva - BH/MG




:: 19 de novembro, 2006 ::
Ajustando a vida.

Ontem o dia foi tranqüilo, pai de Bebê veio buscá-lo pelas dez para viajar e conversei da ida de Bebê pra lá. Eles soltam as coisas depois ficam pelo meio do caminho e acaba na minha mão pra resolver, então resolvi. Depois de um incidente brabo aqui em casa entre Bebê e Leo, decidi que era melhor ele ir mesmo.

ET fica aqui até final de dezembro.

Rê tem ficado um pouco aqui e um pouco na mãe, levei-a pra fazer tratamento de desobsessão no meu centro e ontem, depois de deixarmos Leo e namorante na rodoviária com destino a Cabo Frio, fomos ao centro para que ela fizesse a cirurgia espiritual, na sexta fomos ao cardiologista, ela fez eletro, ele fez o risco cirúrgico, levei-a pra tirar sangue ontem de manhã e assim vamos resolvendo tudo o que é preciso pra que ela opere. Graças a Deus o médico optou por um hospital a duas quadras daqui, perfeito, Tunicão e filhos podem vir e ficar aqui em casa e fica pertinho pra eu dar assistência.
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Depois que voltamos do centro deitamos na sala e fomos assistir ao DVD que ela trouxe do Circo de Soleil, Amore estava trabalhando, chegou quase dez da noite.

Que coisa mais linda! Fiquei prestando atenção em como tudo ali é concatenado, o som, a luz, os gestos, figurinos, cores, tudo milimetricamente coordenado, um grande relógio humano de engrenagens perfeitas, perfeitamente lubrificadas e trabalhando harmonicamente.

Foi um bálsamo para os meus olhos e ouvidos. É tão bom ver uma coisa que funciona, cada um fazendo sua parte, e muito bem, preparando a entrada do outro e que ao findar resulta num grande espetáculo.

Quanto mais eu assistia mais eu me convencia de que a vida deveria ser assim, cada um fazendo a sua parte bem feita para que o todo resulte num gran finale.

Hoje ainda não sei o que vamos fazer, Rê ainda dorme, é cedo, Amore saiu daqui as 8, acordamos as 7:30, costume é fogo, mas tenho certeza que o dia será de paz, amém.



:: 17 de novembro, 2006 ::
Expectativa

Fico na ansiedade da espera de que as bocas se calem e parem de chamar meu nome.

Elas nunca me chamam em paz. A guerra me cansa e suga.

Dou à César o que é de César mas nunca recebo o que é de mim.

Triste sina, triste fim.

A mão que doa demais, quebra o lacre do perceber, liberta o monstro do poder que tudo pode e tudo quer ter. E ele come, na sua irada fome insana, o teu espaço,
teu passo,
teu compasso,
teu abraço,
teus laços,
teu tudo enfim.

A ansiedade é uma loba a te esganar a garganta com mordida certeira, cobra traiçoeira, que te cerca, aperta, espreme, até roubar teu ar.

Ar roubado,
suspiro guardado,
grito entocado,
peito apertado,
silêncio.

Fico na ansiedade da espera de que as bocas se calem e parem de chamar meu nome.

Elas nunca me chamam em paz e a guerra me cansa, sou mansa demais.

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:: 16 de novembro, 2006 ::
Uma prece por nós.

Oração de Cáritas

Deus, nosso pai,
que sois todo poder e bondade,
daí a forças àqueles que passam pela aprovação,
daí a luz àqueles que procuram a verdade,
ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

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Deus, dai ao viajor a estrela guia,
ao aflito a consolação,
ao doente o repouso.
Pai, daí ao culpado o arrependimento,
ao espírito a verdade,
a criança o guia e ao órfão o pai.

Senhor, que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.
Piedade Senhor, para àqueles que não vos conhecem,
esperança para aquele que sofrem.

Que a vossa bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda parte a paz,
a luz,
a esperança e a fé.

Deus,
um raio,
uma centelha do vosso amor pode abrazar a terra,
deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita
e todas as lágrimas secarão,
todas as dores se acalmarão.

Um só coração, um só pensamento subirão até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós vos esperamos com os braços abertos.

Oh!Poder,
oh!Bondade,
oh Beleza,
Oh Perfeição, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa misericórdia.

Deus, daí-nos forças de ajudar o nosso progresso a fim de subirmos até vós, daí-nos a caridade pura,
daí-nos a fé e a razão,
daí-nos a simplicidade Pai,
que fará de nossas almas o espelho onde há de refletir a Vossa Divina Imagem.

Que assim seja.



:: 15 de novembro, 2006 ::
A gente se acostuma.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar o café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá para almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.

A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.

A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita.
E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma à poluição.
Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias de água potável.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas,tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.

Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana.

E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, e se perde de si mesma.

(Marisa Colasanti)



:: 14 de novembro, 2006 ::
E as pererecas...

Como disse a Lana, pererecas entaladas dão dor de garganta!
Dor de cabeça...
Dor na perna...
Dor...

Ontem ET chegou nos cascos comigo, pra variar, cumprimentou Regina efusivamente, eu lhe dei bom dia e ela não respondeu, fez xixi e passou como se eu não estivesse ali, foi o ponto. Disse a ela que desse jeito não tinha mais como ser, e seguiu uma conversa, ela dando coices, Regina amenizando, eu explicando, e por fim falei que sabia que ela precisava trabalhar porque está cheia de contas, que eu precisava dela enquanto Bebê estivesse aqui, no caso até dezembro, e relembrei com ela tudo o que foi dito e acordado quando ela veio pra cá. Eu na verdade não disse, apenas perguntava:

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-Você lembra o que eu disse quando você veio pra cá?

-Lembro.

-O que foi, quanto ao serviço?

-Que a prioridade eram as crianças.

Pois é, sempre foi e sempre será, se pode ser assim bem, se você não aguenta mais paramos por aqui.

Gosto muito dela, ela já segurou barras inimagináveis comigo por causa do Leo, quero que ela saia na paz, eu quero ficar em paz. Com tantos problemas não posso ficar à mercê do humor e do gênio dela, quando escuto o barulho da chave na porta nunca sei quem vai entrar, se ela ou seu clone mal.

Bebê quer mesmo morar com o pai, vou morrer um tanto, mas ele tem esse direito, lá é casa, grande, quintal imenso, pode ter bichos, coisa que eu sempre quis, morar em casa com quintalzão, não vou tirar esse direito dele.

E a vida vai se delineando, espero poder consertar o mais velho, já que vamos ficar os dois, espero que Deus me ilumine o suficiente, amém.

Que bom que Regina está comigo aqui, uma mão lava a outra, as duas lavam o rosto, e assim a gente vai seguindo.



:: 13 de novembro, 2006 ::
E foi assim...

O fim de sábado prometia, Bebê foi dormir na casa de uma amiga pois no dia seguinte iam cedo assistir ao jogo do Brasil na praia e depois iam não sei pra onde e não sei pra onde.

Bebê foi e Amore chegou do trabalho, cheio de dor, banhou, deitou e por ali ficou, o fim de sábado desprometeu. Sabia que ele havia trazido cigarros mas não consegui achar, catei vizinha que dorme tarde e fomos ao bar comprar, era quase meia-noite. Pedi que ela fosse ao mercado comigo, fomos, estava fechado para balanço, rsolvemos andar.

Andamos e fomos parar no Pavão, sentamos, tomei 3 chops, comemos um pastel cada uma, conversamos e voltamos. Joguei um pouco de paciência e fui deitar.

Acordei cedo no domingo, esperei Rê entrar e combinei de ir buscá-la, foi começar a me arrumar o telefone toca!

- Mãe?

-Oi Bebê.

- Po, chegamos tarde no jogo estava uma fila do tamanho de tres caminhões gente pra caramba desistimos de ir ao jogo e o namorado da irmã da Luiza disse que está tendo um campeonato de conter strilke e de um outro jogo lá de futebol no barra shopping a Luiza disse que não quer ir mais mesmo se ela não for você me leva?

Pensei um pouco tentando colocar as vírgulas no que ele havia dito de um folego só e respondi:

-Bebê, eu marquei de pegar a Tia Rê.

-Então mãe, ela mora perto do Barra Shopping.

-Filho, Tia Rê está com dor, ela não pode ficar andando de bobeira assim não.

-Ahhhhhhhh mãe por favor!

-Vou falar com ela e te falo.

Perguntei a Rê se ela estava bem pra ir ao Barra e ela disse que sim, Bebê veio com a amiga e fomos pegar a Rê e de lá para o shopping.

Eu não gosto de shopping. Chegamos lá por volta de meio dia e meio, eu já estava com fome, pois havia acordado cedo, como as lojas só abrem as 14 horas o shopping estava bem vazio, almoçamos sossegadamente na Parmê de lá.

Batemos perna um tanto, Amore comprou uma bermuda na Renner, cuecas e meias nas Americanas, enquanto ele estava no caixa eu e Rê ficamos do lado de fora fumando um cigarro sentadas no banco. Vem vindo uma mulher rindo pra mim e fala assim:

- Nossa, ainda ontem estava vendo uma foto tua junto com a minha filha, que bom te encontrar minha princesinha!

Me beijou, me abraçou, eu sabia que era uma pessoa muito conhecida minha, mas não tinha noção de quem era! E eu:

- Oi querida, quanto tempo!

E elacomeçou a falar da vida, da filha, que já estava aposentada mas que continuava trabalhando e se vira pra Rê e fala assim:

-Pois é, ela quando era pequena ia lá pra loja, adorava vender, vendia bem e tirava a comissão em calcinhas e sutiãs, sempre bege, branco ou lilás!

Tuimmmmmmmmmmmmm, as lembranças vieram rápidas, do lado da minha casa havia um salão de cabelereiro que minha vó e minha mãe frequentavam, na parte da frente do salão era uma lojinha de langerie e dia de sábado a tarde quando eu não tinha nada pra fazer, ia pra lá e ajudava ela a vender e o dono do salão me dava comissão de venda em calcinhas e sutians.

Nos despedimos e fiquei de dar uma passadinha na loja pra pegar o cartão dela.

Elase foi, inteirei a Rê das histórias e comentei com ela:

-Rê, cadê que lembro do nome? Tem quase 40 anos que não a vejo! Mas eu acho que é Elza!

E era, enquanto os meninos ficaram jogando um pouquinho no tal de hotzone fomos até a loja pegar o cartão e era Elza mesmo.

Sentamos novamente do lado de fora pra esperar as crianças, claro que o tempo deles acabou e veio o pedido de mais um pouco no que fui categórica:

-Eu avisei que quando eu disesse não era não, vamos pra casa!

Até que não chiaram muito e viemos. Quando chegamos perto de casa os dois ficaram pela pracinha. Compramos cerveja sem alcool pra Rê, fiz um camarão ao alho e óleo pra nós e ficamos papeando até quase meia noite. Rê foi deitar, eu fui banhar, Amore já estava deitado, Bebê ficou vendo um filme pela centésima vez e eu e Amore apagamos.

Perdi a hora hoje, quando o celular tocou as 6 horas, coloquei ele perto de mim e não sei onde ele foi parar que não escutei mais a soneca, quando escutei eram 7 horas da manhã.

Passei o café e quando fui acordar Bebê pra pegar a segunda aula:

-Bebê, acorda, eu perdi a hora, levanta pra você pegar a segunda!

-Ih mãe, melhor eu não ir, estou com dois atrasos, mais um tomo advertência.

-Como assim dois atrasos Bebê?

-Outro dia cheguei no colégio e fiquei de papo do lado do muro a sineta tocou e eu não ouvi, quando fui entrar o portão já estava fechado.

Desisti de falar qualquer coisa, vim pra cá escrever.

Vamos aguardar os acontecimentos de hoje.



:: 11 de novembro, 2006 ::
Meu mal

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A boca fala,
mas a mão não age.

O peito ruge,
mas os atos são comedidos.

Me avilto,
para não aviltar a ti ou a outrem.

Engulo o fel,
porque detesto amargor nas palavras.

Durmo,
desfaleço,
apago meu consciente,
na esperança vã de que o sono acalante minh'alma aflita.

Meu mal é não saber tolher e assim me deixo tolher,
e tolhida sofro,
sofro,
sofro.



:: 10 de novembro, 2006 ::
Círculo

circlo.jpg Gosto de água,
ver,
sentir,
admirar.

Gosto de ver os círculos que se formam quando algo cai na água,
seu tempo,
sua precisão,
sua dimensão.

Queria ter um lago perto,
poder sentar,
olhar,
admirar,
sentir,
perceber,
me apaziguar.

Tenho o mar, mas ele é revolto e inquieto como meus pensamentos, no momento preciso de um lago, só meu.



:: 09 de novembro, 2006 ::
O princípio do caos!

E a revolução por aqui anda alcançando seus picos, parece que todos os is resolveram entrar em fila para receberem seus pingos!

ET voltou ao seu estado neurovegetanimalizado e a convivência anda pra lá de insuportável, agora o alvo dela é Bebê, que anda também com surtos de estupidez e grosseria, esse vírus ETeniano não é mole não.

E eu, como sempre, vou ficando entre a cruz e a espada e sei também que já já na cruz estarei pregada e a espada será transpassada em meu coração, paciência.

Bebê diz que quer experimentar morar com o pai esse ano, na verdade, diz ele que quer morar um ano lá um ano aqui, mas não é tão simples assim, vamos ver.

Se Bebê for mesmo, não tenho mais porque manter ET aqui, pois é uma despesa que anda me sobrecarregando por demais em todos os sentidos, físico, emocional e financeiro.

Sem contar a alma que com tanta energia negativa fica esfrangalhada!

Essa instabilidade emocional dela anda acabando comigo, nunca sei o que vai acontecer quando escuto o barulho da chave na porta, e to cansada disso!

Enfim, estou em compasso de espera.

E rezando, muito, para que tudo acabe bem pra todo mundo.


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:: 08 de novembro, 2006 ::
Mudanças

Mudanças são boas, mas morro de medo.

Algumas grandes mudanças estão querendo acontecer por aqui, uma vai puxar a outra que vai puxar a outra e assim por diante.

Tenho rezado muito e pedido a Deus que seja o caminho certo.

Enquanto isso, a caravana passa e a poeira levanta, meu tapete mágico insiste em ficar estacionado, não gosto disso não!

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:: 06 de novembro, 2006 ::
É longo, mas vale a pena ler!

Conselhos da experiência!!!

Dona Maria era uma senhora de 92 anos, elegante, bem vestida e penteada.

Estava de mudança para uma casa de repouso pois o marido com quem vivera 70 anos, havia morrido e ela ficara só.

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando uma atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.

A caminho da sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela.

Ah! Eu adoro essas cortinas - disse ela com entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.

- Mas a senhora ainda nem viu o quarto...

- Nem preciso ver - respondeu ela.

-Felicidade é uma decisão que tomo todo dia quando acordo. E eu já decidi que vou adorar!

Sabe... Tenho duas escolhas: posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...

Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.

Cada dia é um presente. E enquanto meus olhos abrirem, vou focalizá-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para esta época da vida.

A velhice é como uma conta bancária. Você só retira daquilo que você guardou.

Portanto, lhe aconselho depositar um monte de alegria e felicidade na sua Conta de Lembranças.

E como você vê, eu ainda continuo depositando.

Agora, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita:

jalena.jpg


1.Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência. Isso inclui idade, peso e altura. Deixe o médico se preocupar com eles. Para isso ele é pago.

2. Dê preferência aos amigos alegres. Os "baixo astral" puxam você
para baixo.

3. Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado.
Uma mente sem uso é a oficina do Mal.
E o nome do mal é Alzheimer.

4. Curta coisas simples.

5. Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.

6. Lágrimas acontecem. Agüente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo.

Esteja VIVO enquanto você viver.

7. Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta. Pode ser família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio.

8. Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se estiver instável, melhore-a.Se estiver abaixo desse nível, peça ajuda.

9. Não faça viagens de remorsos. Viaje para o shopping, para a cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas não faça viagens ao passado.

10. Diga a quem você ama, que você realmente o ama, em todas as oportunidades.

E lembre-se sempre que: A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego...

De tanto rir...

De surpresa...

De êxtase...

De felicidade!



:: 05 de novembro, 2006 ::
Domingo

shhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!



:: 04 de novembro, 2006 ::
Ai que notícia boa!!!!!

Estava assistindo o Jornal Hoje, ontem, quando vi a notícia, fui pesquisar no site e não achei, então busquei na net!

Pesquisadores buscam cura para diabetes com cirurgia

Estudo da Unicamp investiga o uso da operação bariátrica em pessoas que não são obesas saúde

Amarílis Lage escreve para “Folha de SP”:

Indicada até hoje apenas para a diminuição de peso em pessoas obesas, a cirurgia bariátrica pode ganhar uma nova função: curar o diabetes tipo 2 em pessoas magras.

Um estudo pioneiro sobre a proposta está sendo realizado na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

"Há relatos de pessoas não obesas que passaram por essa cirurgia no México e em outros países da América do Sul, mas, embora as perspectivas sejam boas, ainda não há nada provado. Esse é o primeiro trabalho científico para verificar isso.

Vamos acompanhar 12 pessoas, das quais 4 já foram operadas", diz José Carlos Pareja, chefe do serviço de cirurgia de obesidade da Unicamp. As conclusões do trabalho devem ser divulgadas até o início de 2007.

A possibilidade de curar o diabetes tipo 2 cirurgicamente será um dos destaques do Best 2006 (Bariatric Endoscopy Surgery Trends), que vai de hoje a sábado, no Rio de Janeiro.

Atualmente, a cirurgia só é indicada para quem tem IMC (índice de massa corpórea) acima de 40. Quem tem IMC acima de 35 pode ser operado se já tiver muitos problemas de saúde devido ao excesso de peso. "Mas quase 60% dos diabéticos não são obesos", diz Pareja.

Segundo Nilton Kawahara, coordenador do setor de laparoscopia na emergência do Hospital das Clínicas e organizador do Best 2006, o interesse no tema surgiu após a constatação de que 80% dos obesos diabéticos voltavam a apresentar índices normais de glicemia após a operação.

A princípio, achava-se que isso era conseqüência do emagrecimento, mas essa explicação não durou muito: os índices ligados à diabetes eram normalizados poucos dias após a cirurgia, antes que houvesse uma perda significativa de peso.

Além disso, a cura é associada a três tipos específicos de cirurgia: o by-pass gastrojejunal e as derivações bilio-pancreáticas (scopinaro e "duodenal switch"). As três criam um "atalho" para a comida, que desvia do duodeno e chega antes à parte final do intestino.

Esse desvio altera a secreção de alguns hormônios intestinais, como o GLP-1, cujo aumento estimula a produção de insulina, explica Kawahara.
O desafio é saber se, em pessoas magras, o mecanismo é o mesmo e a mudança, permanente.

Outra questão é a perda de peso -segundo pesquisas com cobaias magras, é possível fazer o "desvio" sem levar a um emagrecimento significativo.

Enquanto essas perguntas não têm respostas, as principais armas contra o diabetes continuam a ser hábitos saudáveis e medicamentos -área na qual o mais novo foco de atenções também é o GLP-1.

No último congresso da Associação Americana de Diabetes, em junho, foram apresentados inibidores de DPP-4 (enzima que "combate" o GLP-1) e substâncias que, no organismo, simulam a ação do GLP-1.

A previsão é que essa nova geração de remédios chegue ao país até 2007.
(Folha de SP, 3/8)


Gente fiquei feliz demais em saber disso, mas muito mesmo!

felix.jpg



:: 03 de novembro, 2006 ::
Era um domingo...

eu assistia ao Fantástico deitada de lado no sofá quando a sensação de um elástico estirado e rompendo se deu em minha barriga. Após isso comecei ir ao banheiro, hora fazia o °1, hora o n° 2, o n° 1 continuou, mas o n° 2 não tinha mais o que sair e vieram as dores. Liguei pro meu médico e avisei:

-Dr Naoum, entrei em trabalho de parto, estou com contrações de dez em dez minutos já!

-Nossa, você quer ir mesmo pra Ordem Terceira? Está chovendo muito, acho melhor você ir pra São José!

Eu queria ir para Ordem Terceira porque sou associada lá e não teria que pagar tanto, mas é longe pacas daqui, pensei um pouco e entreguei nas mãos de DEUS.

-Tá bom doutor, vou pra São José.

-Vai indo que já estou ligando pra lá pra deixar tudo preparado.

Dr Naoum não queria que eu tivesse parto normal por cauda da cesariana de Leo, ele já tinha tido um experiência com uma paciente em que a cicatriz do útero roupeu e a cabeça do nenem começou a sair pela cicatriz.

Fui tomar meu banho, minha cunhada que estava aqui estava saltitante, ela tinha que voltar pra casa, em sampa, e já estava triste porque o bebê não havia nascido, e eu já havia falado pra ela que desse domingo não passaria. Ela veio ficar comigo porque o pai dos meninos havia ido pro Paraguai, mesmo eu avisando que não passaria daquela semana, bestão!

Me arrumei, ná época eu tinha uma ET aqui chamada Regina, ela arrumou Leo, minha cunhada se arrumou rápido, liguei pro meu pai e avisei que estava com contrações e ele veio me pegar pra levar ao hospital. As contrações estavam vindo rápido.

Papai chegou rápido, buzinou e descemos, cunhada foi caminhando com Leo e eu me encostei na parede da portaria pra mais uma contração, nisso passa o vizinho do terceiro andar e pergunta se eu estava bem, respondi que sim, que só estava tendo um nenem! Ele perguntou se eu queria juda, disse que não que já estava indo pro carro. Ao sentar no carro veio outra contração, meu pai estava uma pilha, ele é mole pra essas coisas, e muitas outras, e só ouvi a seguinte frase:

-Minha mãe vai explodir, minha mãe vai explodir!

Quando olhei pro banco de trás, Leo estava com as duas mãos tampando os ouvidos, acho que ele pensou realmente que eu fosse explodir....rs

A contração passou, expliquei pra ele o que estava acontecendo e fomos, é bem perto o hospital.

Tá, com alguém tendo contrações do seu lado não é tão perto assim, vai!

Chegando lá e tendo outra contração, meu pai foi fazer minha ficha enquanto eu esperava sentada.

Daqui a pouco eu escuto meu pai levantar a voz com a balconista e fui até lá ver o que era, era o tal do cheque calção, peguei minha bolsa, meu pai irado, fiz o cheque tendo outra contração, torci tanto os pés que arrebentei a sandália. Cheque feito subi para o quarto, andando e me contorcendo. Elas agora vinham uma atrás da outra. A enfermeira me trouxe aquele avental de bunda de fora, mudei a roupa e ela falou:

-Agora vamos fazer uma lavagem.

No que respondi:

-Querida, não tem mais nada pra sair daí, já saiu tudo.

-Então vamos depilar.

-Já me depilei toda em casa, inclusive na barriga.

Ela fez uma carinha de decepcionada e saiu. Tinha cara de ser mazinha ela!

Na cesárea de Leo eles me rasparam, e Deus me livre de sentir aquela coceira de novo para os pelos crescerem, eu mesmo já fui me depilando durante a gravidez para ficar só o essencial para ser tirado no final!

Nisso meu médico chegou, fiquei aliviada e ele já pediu para que me levassem ao centro cirúrgico. Me colocaram na maca e a mulher falava:

-Deita de costas.

-Não dá, tá vindo outra contração!

E eu virava de lado e me encolhia, e assim fui até ao centro cirúrgico. Chegando lá o anestesista já me preparou para a peridural, e quando ele veio com o papinho:

-Agora você vai sentir uma picadinha, uma pressão e um ardor, fica bem encolhida em posição fetal.

Eu:

-Pera pera pera que tá vindo outra!!!!!

Passou a contração e ele aplicou a anestesia. As contrações se sucederam, eu via a barriga ondular mas já não as sentia.

Meu médico entrou, o pediatra do Leo já estava lá, levantaram o pano e começou a cirurgia.

-Tá sentindo alguma coisa?

-To sim, espera pegar esse trem direito.

-Tá sentindo o quê?

-Eu to sentindo o senhor me cortar, não sinto dor, mas vai passando o bisturi e fica pinicando tudo.

Ele riu e continuou. Começaram a conversar amenidades, o jantar que não sei quem foi e o cardápio.

-Doutor Naoum, o senhor tem que falar de bife com batata frita agora?

-Ah, você tá acordada?

-To!

-Calma que ele já está vindo.

João nasceu, e eu não estava legal, comecei a respirar rápido, enquanto limpavam João, os médicos me limpavam e aspiravam, e eu sentia e mexeção dentro de mim, meus orgãos sendo empurrados, o barulho molhado que fazia, comecei a respirar rápido e o anestesista colocou oxigênio no meu rosto. Trouxeram o João pra eu ver, vi que estava tudo direitinho, dei um beijinho nele, pedi que o tirassem de cima de mim e implorei.

-Gente, me apaguem pelo amor de Deus que eu não to aguentando.

Me apagaram. Acordei de madrugada com uma enfermeira me dando uma injeção doída, perguntei o que era e ela me informou que fizeram uma operação numa mulher e que havia infectado o centro cirúrgico, então todas que operaram naquela dia estavam tomando antibiótico para prevenir infecção hospitalar. Fiquei com a bunda doendo uns 4 dias.

João, já no hospital, pegou firme o peito, nasceu grande, pra mim que sou pequena, 49 centímetros e 3 quilos 370.

Foi um bebê muito saudável e feliz. Quando me separei de seu pai, ele tinha quase dois anos, e o primeiro motivo começou em seu nascimento. Cheguei do hospital, a noite eu já tinha febre por excesso de leite e o pastel do pai dele foi pra um aniversário que um outro imbecil amigo dele convidou!

Eu operada, cheia de dor, com febre, ali foi o começo do fim do casamento.

Num final de semana, depois de separada já um tempinho, o pai veio pegá-los para viajar. Ele estava tendo um caso com uma mulher casada, e viajou com eles e a doida da mulher para São Lourenço, os meninos pegaram um frio danado e com roupinhas de Rio de Janeiro, resultado, João voltou com uma bronquite que o acompanha até hoje.

Muitas vezes vi meu filho quase morrer em meus braços, foram várias internações as pressas.

A primeira crise com internação foi terrível, ele tão pequeninho, a enfermeira não conseguia pegar sua veia, e furava e furava, e eu chorava, e ele dizia pra mim:

-Não chora mãe!

Eu fui parar na portaria da clínica pra não dar na cara da enfermeira.

Outras vieram, mas eu já sabia o que iria ver. Ele sempre fortão, quando sentia que a barra estava pesando já falava logo:

-Mãe, vamos pro hospital que eu não estou legal.

O tempo passou, muitos tratamentos, natação, de tudo um pouco e hoje ele completa 21 anos.

João grandão, um metro e oitenta e cinco, lindo, forte, acaba a faculdade de Educação Física esse ano, professor de hidroginástica, futebol, e que descobriu que ama lidar com crianças, e que percebeu quanto amor recebemos quando tratamos com pessoas portadores de necessidades especias, e que está feliz com o que escolheu para si.

Filho, valeu cada lágrima, cada susto, cada noite sem dormir, cada tudo que passamos juntos, até seu acidente de moto que quase me matou do coração, mas você é meu João, meu João grandão, e eu espero em Deus que você faça a diferença em tudo o que você tocar!

Te amo, querido meu, feliz aniversário.

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:: 02 de novembro, 2006 ::
Divinha?

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:: 01 de novembro, 2006 ::
Contagem regressiva.

Amanhã Bebê viaja com o pai, volta no domingo, estou na contagem regressiva para 3 dias de descanso. Leo aventou a possibilidade de ir para o pai também, mas eu já sei que a namorada empacante como trabalha, vai pentelhar ele para não ir, saco!

Se saíssem os dois, até pra ET eu dava a sexta-feira, aí descansava da cara de todo mundo!!!!

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Sabe o que é uma pessoa estar muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito de saco cheio?

Sabe o que é uma pessoa respeitar tanto o livre arbítrio do outro que acaba pecando por omissão?

Sabe o que é aquela tapona numa hora providencial e que fica guardada explodindo dentro do peito porque você já passou por isso e deixa o momento passar e perde a rédea da situação?

Sabe o que é você estar com um esporro na ponta da lígua e ter que engolí-lo porque você mesma tem vergonha de fazer isso na frente dos outros? E não entende como um filho se deixa chegar numa situação imbecil dessas?

Sabe o que é você não saber mais o que fazer para consertar situações que estão extrapolando a tua boa vontade, paciência e compreenção?

Sabe o que é você dar crédito sempre e sempre dar com os burros n'água?

Bem-vindo ao paraíso de ser mãe.

É, estou precisando é de férias, não é de um feriadinho não!



Minha alma canta...vejo o Rio de Janeiro...

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